Começou como sempre começava, com aquela mesma sensação que precede o espirro, apoético como pode ser. Veio a apneia, a incapacidade de fazer - ou sentir - qualquer outra coisa além daquela imensa vontade de inexistir. Sentiu franzirem os músculos de sua testa e imaginou como era feia sua imagem, se pudesse se enxergar. Foi assim, no início do meio da noite, sem qualquer motivo aparente, que ele veio.
O garoto não conseguia se lembrar do que havia causado. Seria uma memória, uma lembrança, alguma dissonância qualquer que lhe atormentava o inconsciente? Era nada, e tudo de uma vez só. As pessoas nas redes sociais, as fotos, as palavras, as canções, os pedaços de palavras interminadas. Era uma ansiedade pelo resto da vida, era a felicidade que o aguardava sempre em um futuro a se perder de vista, nunca em um presente desembrulhado.
Percebia que a vida era esperar Godot ou a Grande Abóbora. E entregou-se. O lábio superior tremia e ele desistiu de tentar digitar. Em seu braço direito, sentia a dormência com a qual já estava acostumado, que percorria desde a ponta do dedo anelar até o cotovelo, causando-lhe dor e medo. Caíram, então, uma a uma.
A primeira veio do olho esquerdo, e ele se lembrou que vinham dali os prantos da tristeza. Segundos depois, a segunda rolou por sobre sua face direita, confundindo-lhe todo o resto diante da certeza de que não havia mais maneira de evitá-las. Ele veio sem pudores, encharcando-lhe o pescoço e a gola da camisa.
Era sua porção de confissão daquela semana, que vinha para coroar cada euforia ou tristeza reprimida dos últimos dias. Era só a vida, acontecendo. O que é que se pode fazer com um coração sentimental?
O garoto não conseguia se lembrar do que havia causado. Seria uma memória, uma lembrança, alguma dissonância qualquer que lhe atormentava o inconsciente? Era nada, e tudo de uma vez só. As pessoas nas redes sociais, as fotos, as palavras, as canções, os pedaços de palavras interminadas. Era uma ansiedade pelo resto da vida, era a felicidade que o aguardava sempre em um futuro a se perder de vista, nunca em um presente desembrulhado.
Percebia que a vida era esperar Godot ou a Grande Abóbora. E entregou-se. O lábio superior tremia e ele desistiu de tentar digitar. Em seu braço direito, sentia a dormência com a qual já estava acostumado, que percorria desde a ponta do dedo anelar até o cotovelo, causando-lhe dor e medo. Caíram, então, uma a uma.
A primeira veio do olho esquerdo, e ele se lembrou que vinham dali os prantos da tristeza. Segundos depois, a segunda rolou por sobre sua face direita, confundindo-lhe todo o resto diante da certeza de que não havia mais maneira de evitá-las. Ele veio sem pudores, encharcando-lhe o pescoço e a gola da camisa.
Era sua porção de confissão daquela semana, que vinha para coroar cada euforia ou tristeza reprimida dos últimos dias. Era só a vida, acontecendo. O que é que se pode fazer com um coração sentimental?
Cried all night 'til there was nothin' more
What use am I as a heap on the floor?
Heaving devotion but it's just no good
taking it hard just like you knew I would
O-o-old habits die hard when you got, when you got a sentimental heart
Piece of the puzzle, you're my missing part
Oh what can you do with a sentimental heart?
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