30 de nov. de 2008

034: Memórias

Natal colorido



Uma das lembranças mais fortes da minha infância era quando minha irmã, 6 anos mais velha, me chamava para dançar. Assim, despretensiosamente, na sala da casa. Eu, uns 7 anos, ela, já adolescente, que só aceitava se dançar comigo na falta de companhia melhor. Era na sala escura lá de casa que a gente fazia a nossa pista. Eu nem sempre queria estar lá, dançando... Não lembro bem se ela afastava os sofás, mas tenho na mente a visão nítida das luzes de natal que o meu pai armava em volta de um grande navio de madeira que habitava a nossa sala. Era a nossa árvore particular, diferente de todas as outras das casas dos amigos. Muito tarde, eu descobri que aquela idéia genial de enfeitar o navio de madeira gigantesco que ficava em cima da estante (terra proibida para nós, filhos-crianças), era só porque meus pais não achavam tão genial assim a idéia de comprar uma árvore. Ainda bem que eu nunca tive um pinheiro de verdade... O que seriam das memórias?


When the lights are out - Slade
(do disco que minha irmã colocava)


With the lights out

We'll be sitting pretty
Scream a pitiful scream
With the lights out
We'll be warm and willing
Better watch where I lean

When you gaze into a crystal ball
You'll see nothings gonna change at all
You'll see nothings gonna happen over night
so please

When the lights are out
When I hear you sigh
Let me feel your warm breath on my neck
It makes me hit the sky

With a whisper
You can bowl me over
Blow a beautiful blow
With an answer
You can turn me under
Wind up ready to go
When you gaze into a crystal ball
You'll see nothings gonna change at all
You'll see nothings gonna happen over night
so please

When the lights are out
When I hear you sigh
Let me feel your warm breath on my neck
It makes me hit the sky

When you gaze into a crystal ball
You'll see nothings gonna change at all
You'll see nothings gonna happen over night
so please

3 comentários:

sblogonoff café disse...

Está enganado sobre uma coisa: falta de companhia melhor!
Você foi o par perfeito para eternizar esse momento. Eu não sei porque fz aquilo, mas também não esqueço! Eu só queria dançar.
Naquele Natal, em particular, as coisas não iam muito bem entre sogras e genros. Por ser tão autêntica, a mamãe não era tão bem vinda assim na ceia da família do papai. Eu queria expurgar... Ainda não entendia as entrelinhas, só queria estar lá, ser um pouco mais igual.
Nossa família sempre foi gauche mesmo, mas hoje eu me orgulho de fazer parte dela, família que enfeita navios e enche de luzes a casa!

Se eu pudesse, afastaria os sofás, pra dançar uma nova canção...
Somos tão jovens!!!

Amo você

Anônimo disse...

tinha uma prima minha que adorava dançar comigo, e eu adorava dançar com ela. apesar de sermos quase crianças na época, não crio que fosse tudo muito inocente na minha cabeça... nem na dela. rs.
(pior de tudo é que nunca, nem naquel tempo, nem hoje em dia, aprendi a dançar)

esse meme do post anterior, realmente viajou pela blogosfera toda.

tanto que eu respondi duas vezes lá na coluna.
e com 4 artistas diferentes.

Gilmar Gomes disse...

ih rapá... sua irmã comentou acima??? esquece o negó cio da prima... ehuhuehehuee
brincadeira...