9 de nov. de 2008

031: Top 5 #2

Pop-rock autista

A câmera do meu celular tem apenas 0,5 megapixels, o que me impede de fazer registros fotográficos precisos de qualquer coisa em um ambiente sem luz ou para fins oficiais
. Mas mesmo assim: Maroon 5 merecia fotos. O show da banda americana aconteceu aqui em BH na noite de ontem, no Pop Rock Brasil. Esse evento já teve dias melhores, em que dezenas de bandas brasileiras de nome se reuniam em prol da música boa. A edição desse ano teve duas bandas internacionais: Maroon 5 e Offspring. Mas pecou no resto da lista. E no lugar, e na organização, e... enfim.

O último show da noite começou por volta da meia-noite, após uma micro-apresentação da banda mineira Jota Quest. Adam e sua turma entraram no palco e já começaram logo com This Love, provavelmente o maior sucesso do grupo. Por causa dessa escolha, que talvez fosse óbvia, eu perdi uma aposta (eu, pelo menos, queria que tivesse começado com Harder to Breath, embora conhecesse a setlist de outros shows).

O grande problema do Pop Rock, pelo menos no lugar em que eu estava, é o público. Entre fãs de NX Zero, 9 Mil Anjos e Código Bs da vida, é difícil ser fã de Maroon 5. Cantei alto todas as músicas. Todas mesmo. Na maioria eu era o alvo dos olhares incompreendidos das pessoas ao meu redor que só estavam esperando o momento do She will be loved, porque aí elas saberiam cantar pelo menos o refrão. As surpresas vieram com 2 b-sides que estão entre os meus preferidos: The Sun e Secret. E melhor: uma atrás da outra. The sun já foi a minha música predileta do Songs about Jane, e por isso foi motivo de gritos bem fortes que comprometerão eternamente a minha voz (e a audição do povo que tava perto de mim). E foi exatamente nessas duas músicas que eu identifiquei o autismo da banda.

Tudo bem, é legal fazer solos, é legal viajar em shows (até porque a iluminação EXCELENTE ajudava), mas extender as músicas quase desconhecidas até uns 12 minutos só pelo bem do autismo é demais. Não que eu tenha achado ruim, mas fiquei incomodado com aquilo. As pessoas simplesmente pararm, cruzaram os braços e torceram para aquilo acabar logo. É mais ou menos o que eu sinto em shows de bandas que eu não gosto. Mais ou menos o que eu senti durante o show do Manitu, ou do Sideral ou do NX Zero. E ninguém gosta de ver o povo querendo que uma música da sua banda preferida acabe logo né.

Mas a lição que eu tirei de tudo isso, é que o Maroon 5 é uma banda comercial que ainda tem salvação. O tom do show é muito diferente do tom do cd ou dos especiais de TV. O apelo pop é bem menor, o que é uma qualidade, nesse caso. O autismo da banda se torna, então, sua maior virtude. E não há quem possa negar a qualidade vocal de Adam Levine. Os agudos que ele fazia questão de mostrar estavam bem mais perto de experimentações de Soul e Blues do que de Pop Rock (ok, viajei).

Ele não falou muito, como aconteceu em outros shows de que ouvi falar. Só uns 8 ou 9 "muitow obrigadow" de vez em quando, entre uma rebolada afetada e outra. Não falou nada sobre a bunda de ninguém (ainda bem). Não cantou If I never see your face again na versão feat. Rihanna (ainda bem [2]). E, por causa dessas e outras, nota 9 ao show.

Setlist
This love

If I never see your face again

Makes me wonder

Tangled

Wake up call

Shiver

música do Stevie Wonder + Won't go home without you

The Sun
+ autismo de 10 minutos
Secret + autismo de 10 minutos

Sunday morning

Wicked game + She will be loved

BIS: Harder to breath


Top 5 melhores momentos:

5 - BIS

Que toda banda que se preze tem sempre uma música guardada para o "bis", todo mundo sabe. Mas de um evento como o Pop Rock Brasil, você não pode esperar muita coisa. Quando eles saíram do palco, eu fiquei altamente decepcionado, e fui fazendo o caminoh em direção à saída bem devagar, com a última esperança ainda viva. Aí apareceram os roadies desmontando a bateria. 5 segundos depois, eles voltam. E tocam o primeiro single. O que me fez conhecer e me aficcionar por Maroon 5. Is there anyone out there? cause it's getting harder and harder to breathe.


4 - ESPERA

Eu sei, é ruim esperar. Mas pra mim foi bom. Momento de ansiedade, adrenalina, tudo junto. Eu sentado naquele chão no meio do povo. A menos de dez metros da grade. Cantando baixinho revisando toda a discografia da banda. Rezando para tocarem Sweetest Goodbye (minha preferida. não tocaram).

3 - B-SIDES
Tangled, The sun, Secret, Shiver... tanta música que só eu e mais uns 3 ou 4 no meu campo de visão sabiam cantar. Autismo e fanatismo misturados. Apesar de eu ter sentido falta de Infatuation, Kiwi, Little of your time, Back at your door, Nothing lasts forever, Goodnight, goodnight e principalmente de Sweetest Goodbye, foi impagável ouvir os versos de The sun. "I cannot forget, refuse to regret, I'm so glad I met you! Take my breath away, make every day worth all of the pain that I've gone through. And mamma, I've been crying 'cause things ain't how they used to be. She says 'the battle's almost won, and we're only several miles from the suuuun'".

2 - THIS LOVE

Porque foi a primeira música. A mais marcante. A mais power. A mais gritada.


1 - WICKED GAME + SHE WILL BE LOVED

No primeiro acorde eu já identifiquei She will be loved, mas o autismo da banda fez com que eles não começassem o primeiro verso logo de imediato. Melhor ainda: Adam começou a canta Wicked Game, sucesso oitentístico do Chris Isaak e trilha sonora of
icial da minha vida. Foi orgástico. Filmei tudo (ou o que a memória do meu celular permitiu). Mas quando a gente vai ver, s
ão só luzes e uma musiquinha perdida entre os gritos ensandecidos. Não importa, pra mim foi o momento mais high do show.


2 comentários:

sblogonoff café disse...

A mensagem chegou ontem...
Quase 24 horas de atraso!
Bom, Maroon 5 sempre me remeterá à você, à sua fase Cnec, à sua formatura do 3º ano, às tardes de desenvolvimento de monografia, enfim...
Acho que eu ia endoidar de ouvi-los cantando Wicked Game!

***
"Apenas uma vez", o filme. Assim que tiver tempo, assista.

Elga Arantes disse...

Vixxxi... para mim, vc falou javanês, rs. Mas, confesso minha curiosidade e vou até o "Limewire" conhecer. Se bobear, já conheço e não sei.

Beijos.