
Demorei a acreditar que aquele primeiro dia do ano pudesse ser tão surpreendente. Tão rico nos detalhes mais ínfimos do cotidiano, tão belo na poesia que se forma dos corpos. Tão harmonioso no que vêm dos outros. Era um prenúncio de alegria, tão perfeita e concreta que quase nos foi possível apalpar. Foi, se notamos bem os gestos. Foi, é e será. Nas músicas, nas letras, uma cumplicidade que nos dotou de uma felicidade tão imensa que nos transbordava os poros. É como se nossas músicas, poesias e desenhos nunca mais precisassem de musas, já que toda a inspiração que se pode ter em uma vida estivesse naquele momento. Até acreditei que não fosse possível, que apenas um dia não poderia conter tanta luz e cor. Não que tenha tido algo de excepcional, mas grande pela simplicidade. Notável, célebre, infinito. Parnasiano nas letras, bossa-nova na melodia, profundo e lírico, como se não precisasse de adjetivos porque já não há o que descrever. Um dia que merecia qualidades. Na melodia de estar sozinho, observando a chuva, sabendo que cada ponto de luz chamado amizade preenche nossas noites.
Quase duvidei do poder daquele primeiro dia, que se desdobrou em segundo, terceiro, quarto. E profeticamente, epifanicamente, 2009 vem acontecendo, como dias para nos lembrarmos. Como cada parte em perfeita sintonia, como continentes que comungam e rios que tomam rumos outros em direção a oceanos diversos. Como cada trecho, mesmo que distinto e paralelo, pudesse se tocar, dotando-me de toda a paz que se pode ter, convertida em riso. Convertida em uma audição perfeita, visão aguçada, paladar sofisticado, faro aprimorado e tato atento. E de repente, é possível ser feliz. Não apenas estar. Mas ser, permanecer e continuar.
E a vida é fácil, leve. E tudo o mais entra no lugar.
Quase duvidei do poder daquele primeiro dia, que se desdobrou em segundo, terceiro, quarto. E profeticamente, epifanicamente, 2009 vem acontecendo, como dias para nos lembrarmos. Como cada parte em perfeita sintonia, como continentes que comungam e rios que tomam rumos outros em direção a oceanos diversos. Como cada trecho, mesmo que distinto e paralelo, pudesse se tocar, dotando-me de toda a paz que se pode ter, convertida em riso. Convertida em uma audição perfeita, visão aguçada, paladar sofisticado, faro aprimorado e tato atento. E de repente, é possível ser feliz. Não apenas estar. Mas ser, permanecer e continuar.
E a vida é fácil, leve. E tudo o mais entra no lugar.
E o primeiro dia do ano, tornou-se a primeira semana. A primeira semana do resto da minha vida.
[ Post dedicado aos meus amigos, companheiros de virada: Sula, Naty, Rafa, Luciana, Fabio, Henrique, à Gra que não pode vir, à Flavinha, Fê e Carol, presentes no telefone, Lu, do outro lado do mundo, Kabeça e Xanda, mesmo ausentes, meus irmãos distantes e suas famílias, meu pai, minha mãe, e a ela ]
4 comentários:
ahh pode ter certeza que eu pedi o mesmo pensei o mesmo. E pode ter certeza que a amizade é pra sempre e a parceria tbm, c num esqueceu do filme ne?
Feliz ano novo para vc tb!!
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado!
Controle remoto universal.
Estou muito feliz de ver luz no seu post.
Quebre a perna em 2009!!!
Uai, Tatá. era pra ser eu aí em cima, Michele. Saiu o blog da Bia...
Quem é ela? Quem é ela?
Quem é ela? Quem é ela?
"ser, permanecer e continuar", eis o desafio, não?
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