24 de jul. de 2008

022: Diariamente

Acordou tarde. Dia de folga. Treinou cifras. Decifrou sinais. Checou o e-mail. Nenhuma resposta ainda. "Têm sido assim os dias secos e frios do inverno". Ouviu músicas que já não se houve mais. O cd todo, até o fim. História de amor contada em mensagens de celular. Esqueceu-se de limpar a geladeira. Esquentou o caldo no microondas. Como quem assopra as velas de um bolo de aniversário, fez um pedido: quero que chegue amanhã logo.

E umas 15 horas depois, o amanhã chegou. Mas não para ela.

Onde tudo vai chegar
o universo, o que será?
Eu não sei... e tenho medo
São promessas de um bem
vai saber onde estará
O amor não é brinquedo.
A criança que eu sou sabe que virá...

O amor virá do mar
nas mensagens de alguém
que está lá... mas não tem rosto
O amor é estação
da eterna primavera
como a flor que se desvenda
Se desenha nos teus olhos
a cor que eles têm antes de chegar...

Ou será que vem do ar?
como o vento que passou
e levou meu sentimento
Só se escuta assoviar
varre as folhas pelo chão
Ninguém diz que viu o vento...
Sente a brisa da paixão

pra que você quer ver de onde vai chegar??

Miragem, viagem
Já sabe o que é real
no momento em que está sentindo amor
o amor é natural
Segredo, brinquedo
pra você brincar
O que faz eterna primavera
não pode fazer mal

O que faz eterna primavera não pode fazer mal

Um comentário:

sblogonoff café disse...

Creeeedo!
Eu procurei ontem essa música no google. Ela se encaixa com algo que eu queria escrever e agora você vem e posta!

Ai, ai...

O que faz eterna a primavera, não pode fazer mal.
(se a primavera não for holográfica!)