A questão é superar, e isso não envolve você. Não mais. Não que você não vá mais fazer parte da minha vida. Mas eu não quero mais que faça daquele jeito. E é por isso que eu escrevo. É pra liberar.
Passei 10 anos sem enviar as cartas, sem dizer as palavras. E não tem destruição interna maior não. Espero que esse possa ser o último post pra você. E não é decepção, acredite. Não é raiva, nem desgosto, nem indignação, nem desespero. É só desapego. Taurinos não desapegam fácil. Eu me cansei de ser taurino.
Tem uma hora que o filme tem que acabar. Porque a realidade vai além dos eufemismos. Se estivesse no seu lugar, teria feito a mesma coisa. E é por isso que eu desisto. Era uma guerra perdida. Sempre foi. E antes que eu comece a acreditar que perderei todas as guerras, eu desisto. Não substituo, só abro mão.
Simples assim. Questão de decisão.
No livro da vida, as respostas não estão no final.
Nada tira tanto o sabor de manteiga de amendoim quanto a ausência de amor.
Eu me deito à noite e me pergunto "Por que eu?", e aí uma voz responde "Não é nada pessoal, é que o seu nome me veio à cabeça".
Eu me deito à noite e me pergunto "Onde foi que eu errei", aí a voz diz "Isso vai levar mais do que uma noite..."
Deve haver milhões de pessoas em todo o mundo que nunca recebem cartas de amor. Eu poderia ser o líder delas.
Quando você está triste, faz muita diferença o jeito que você se porta. A pior coisa a fazer é ficar ereto e erguer a cabeça, porque aí você se sente um pouco melhor. Se você quer aproveitar um pouco a depressão, tem que ficar deprimido.
E quem disse todas essas frases nem fui eu. Foi o Charlie Brown.
2 comentários:
Que puxa.
Que puxa puxa..
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